A partir do século XVIII a expansão urbana surge e com ela o início da destruição da muralha que abraçava a vila.
Começa a prosperar, por todo o concelho de Ponte de Lima, a opulência das casas senhoriais que a nobreza da época se encarregou de disseminar.
Ao longo dos tempos, Ponte de Lima foi, assim, somando à sua beleza natural magníficas fachadas góticas, maneiristas, barrocas, neoclássicas e oitocentistas, aumentando significativamente o seu valor histórico, cultural e arquitectónico.
Em pleno coração do Vale do Lima, a beleza castiça e peculiar da vila esconde raízes profundas e lendas ancestrais.
Foi a Condessa D. Teresa de Leão quem, na longínqua data de 4 de Março de 1125, outorgou carta de foral à vila, referindo-se à mesma como Terra de Ponte. Anos mais tarde, já no século XIV, D. Pedro I, atendendo à posição geo-estratégica de Ponte de Lima, mandou muralhá-la, pelo que o resultado final foi o de um burgo medieval cercado de muralhas e nove torres, das quais ainda restam duas, vários vestígios das restantes e de toda a estrutura defensiva de então, fazendo-se o acesso à vila através de seis portas.
O rio Lima nasce a uma altitude de 975 m no monte Talarino, na província deOurense, na Galiza.
No seu percurso galego, de 41 km, o rio é muitas vezes designado por nomes locais, como Talariño, Freixo ou Mourenzo, apesar da designação oficial galega ser Limia.
Entra em Portugal próximo do Lindoso e de Soajo e passa por Ponte da Barca e Ponte de Lima até desaguar no oceano atlântico junto a Viana do Castelo, após percorrer um total de 135 km.
Em Portugal, tem um comprimento aproximado 66,9 km e uma área de bacia de aproximadamente 2370 km².
A ponte, que deu nome a esta terra, adquiriu sempre uma importância de grande significado em todo o Alto Minho, atendendo a ser a única passagem segura do Rio Lima, em toda a sua extensão, até aos finais da Idade Média.
A primitiva foi construída pelos romanos, da qual ainda resta um troço significativo na margem direita do Lima, sendo a medieval um marco notável da arquitectura, havendo muito poucos exemplos que se lhe comparem na altivez, beleza e equilíbrio do seu todo. Referência obrigatória em roteiros, guias e mapas, muitos deles antigos, que descrevem a passagem por ela de milhares de peregrinos que demandavam a Santiago de Compostela e que ainda nos dias de hoje a transpõem com a mesma finalidade.
O nome «Monção» provém do étimo latino montianus, que significa «montanheiro; montanhoso; da montanha».
Porém, de acordo com outros autores, o nome provém do nome latino medieval Mons Sanctum, que significa «Monte Santo», e que, por seu turno, seria uma tradução do antigo nome do povoado, Orosion, o qual teria sido usado pelos gregos e mais tarde pelos suevos.
Situada numa região extremamente fresca e verdejante, onde se produzem os famosos Vinhos Verdes, em Melgaço não deve deixar de ser visitado o Solar do Alvarinho, onde se poderão experimentar as diversas variedades deste vinho único no mundo.
Os passadiços de Melgaço estão na margem esquerda do rio Minho e são um excelente percurso pedestre sempre à sombra, com poucos degraus e alguns pontos de descanso que permitem sentar e simplesmente desfrutar do som da água e do canto dos pássaros.
vale a pena estar atento à outra margem onde, de vez em quando, passam comboios. Não é por nada, é só porque são só mais um elemento que ajuda a compôr a paisagem.
Junto à Galiza, a povoação de Melgaço desenvolveu-se à volta do castelo mandado construir pelo primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques no séc. XII.
O castelo apresenta planta no formato circular, pouco vulgar no país, dividido em três recintos. As muralhas, onde se rasgam duas portas, são encimadas por ameias prismáticas e reforçadas por três torres, sendo a principal a que se encontra voltada para o núcleo urbano, de secção pentagonal.
O conjunto é dominado pela torre de menagem.
A torre de menagem apresenta planta de formato quadrangular, isolada ao centro do pátio de armas. Tanto ela quanto a muralha circundante, foram integralmente reconstruídas.
A torre divide-se internamente em três pavimentos, iluminados por algumas frestas. O coroamento é feito por um remate em balcão com ameias, hoje requalificado como miradouro do museu arqueológico estabelecido nas dependências da torre.
Com relação às portas, são duas:
o portão principal, a oeste, de maiores dimensões, dá acesso à praça de armas, na qual se abre uma cisterna, onde se localizaria a alcaidaria; e a porta da traição, a norte, de menores dimensões.
A construção do castelo remonta a 1170, por determinação de D. Afonso Henriques. O primeiro documento, entretanto, a referir a povoação é a Carta de Foral que lhe foi passada pelo soberano em 1183, garantindo aos seus habitantes (por solicitação dos próprios) privilégios semelhantes aos que gozava o feudo galego de Ribadavia. A partir de então, a vila fronteiriça progrediu com rapidez, de tal forma que o primitivo castelo estaria concluído já no início do século XIII, dividindo-se os autores entre os anos de 1205 e de 1212, ano em que, juntamente com outras praças vizinhas, fez frente à invasão das forças do reino de Leão no contexto da disputa entre D. Afonso II e suas irmãs.
A construção da cerca da vila, iniciada em 1245 e cujo troço oeste foi concluído em 1263, inscreveu-se numa grande campanha de obras que atualizaram as defesas do castelo.
A placa no portão principal regista a identidade do responsável pelos trabalhos.
No contexto da crise de 1383-1385, a vila e seu castelo seguiram a tendência do norte de Portugal, mantendo o partido de Castela.
No início de 1387 sofreram o assédio das tropas portuguesas sob o comando de D. João I, vindo a cair ao fim de uma resistência de quase dois meses. Fruto desse cerco surgiu a lenda local da heroína minhota Inês Negra, uma brava mulher do povo que se juntou às tropas de D. João I contra os apoiantes de Castela.
Anos mais tarde, já sob o reinado de D. Manuel, foram integradas as três torres e as duas portas do castelo.
No século XVII, no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, as defesas da vila sofreram obras de adaptação aos avanços da artilharia, recebendo linhas abaluartadas que envolveram o recinto medieval.
Portela do Homem é um pequeno pedaço de terra partilhado por Espanha e Portugal, na serra do Gerês, mais propriamente no limite do Parque Nacional da Oeneda-Gerês. Do lado de cá fica no concelho de Terras de Bouro e do lado lá em Lobios. À distância de um passo, estamos em território espanhol.
Esta localidade foi durante o período romano e visigótico conhecida como Arcobriga, sendo que, este nome resulta da aglutinação dos étimos Arcus, que em latim significa «arco», e Briga, que provém do celta antigo e significa «povoação fortificada». A primeira parte do topónimo moderno, «Arcos», ainda preserva parte desse nome original.
Quanto à segunda parte deste topónimo, "Valdevez", diz respeito ao vale do rio Vez. Por seu turno, este rio tem um nome de origem céltica.
Lindoso deriva do latim 'Limitosum', aparecendo pela primeira vez nas inquirições de 1258. Contudo há uma lenda que diz o rei de Portugal, D. Dinis "tão alegre e primoroso o achou, que logo lindoso o chamou", fato que o levou a várias visitas ao Castelo de Lindoso, tendo o reconstruído em 1278.
O Soajo é uma das mais típicas e pitorescas aldeias da região. Foi vila e sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX e em 2009 foi novamente elevada à categoria de vila. Pertence ao concelho de Arcos de Valdevez e situa-se numa das vertentes da serra do Soajo.
A Vila de Soajo é muito conhecida pelo seu grandioso núcleo de espigueiros (classificados como Imóvel de Interesse Público), construídos sobre uma gigantesca laje granítica. O núcleo pode ser visitado, seguindo as indicações no local. Os espigueiros de Soajo são ainda utilizados pela comunidade local para a secagem do milho.
Não deixe de visitar o centro histórico da Vila, onde se encontra o Largo do Eiró e o Pelourinho de Soajo. Aprecie arquitetura local e os arruamentos, com pavimento de lajes de granito, que preservam ainda parte da matriz medieval.
Sistelo localiza-se na Serra da Peneda, apresentando um relevo acidentado, com altitudes que variam entre 180 metros e os 1360 metros.
A Ordem de Malta deteve importantes bens na área desta freguesia. Razão pela qual o brasão de armas da freguesia ostenta, em chefe, a cruz oitavada daquela antiquíssima Ordem Religiosa e Militar.
Chegámos ao centro da vila de Castro Laboreiro, largámos o carro e andamos a pé porque é assim que se conhece .
Entrámos na igreja, fizemos festas ao cão que estava na maior deitado no meio da estrada, percorremos as ruas e apreciámos cada casa e cada varanda de pedra. Só não conseguirmos encontrar as ruínas do castelo.
É um lugar recôndito e de uma beleza única e um dos mais importantes e concorridos santuários do Norte de Portugal, sob a invocação de Nossa Senhora da Peneda e onde, na primeira semana de Setembro, ocorre uma das maiores romarias do Alto Minho.
Consta que terá tido a presença de peregrinos notáveis como São Pedro Gonçalves Telmo, Beato Gonçalo de Amarante e São Bartolomeu dos Mártires que aqui invocou a especial protecção de Maria contra a terrível peste que assolava a Arquidiocese de Braga.
O concelho recebeu foral de D. Teresa em 1125, no ensejo de uma política estratégica de independência face à monarquia galega, por molde a manifestar um certo desejo de autonomia do condado portucalense. Já depois da fundação da nacionalidade, este foral veio a ser confirmado por D. Afonso II em 1217. Mais tarde, recebe novo foral, de D. Manuel I, em 1513, que fez levantar o actual pelourinho da vila.
Desta terra é oriunda a mãe de Santo António de Lisboa, Teresa Taveira, nascida na Casa do Paço, freguesia de Lavradas; bem como o navegador Fernão de Magalhães, da nobre família do Paço Vedro (freguesia de Magalhães).
Em 1752, foram erguidas as arcadas do mercado da vila, ainda hoje visíveis e em destaque, à boca do actual Jardim dos Poetas.