Tínhamos saído para jantar no restaurante do hotel, pegámos no cartão que abre a porta e saímos.
Já não sei bem explicar porquê, mas fomos as primeiras a subir ao quarto depois de jantar.
Aproximamos o cartão da porta... e nada.
Fizemos mais algumas tentativas... e nada.
Então lembrámo-nos que alguns colegas de grupo não conseguiriam abrir a porta do quarto à primeira por má codificação dos cartões e pensámos: só pode ser isso.
Descemos à recepção, explicámos à menina que o cartão se tinha descodificado, demos o número do quarto, ela codificou a chave e subimos.
O quarto abriu à primeira.
Íamos para entrar quando a da frente se vira para trás com um ar aflito e diz:
- Estas malas não são as nossas.
Primeira coisa a fazer: fechar rapidamente o quarto antes que chegue o verdadeiro dono das malas.
Segundo procedimento: fugir dali para um canto escondido até conseguir controlar um ataque de riso até às lágrimas e outras pinguinhas.
Quando conseguimos acalmar e recuperar a respiração e o discernimento rapidamente concluímos que afinal não sabíamos o número do nosso quarto e, como o envelope onde esse número estava escrito, estava dentro do quarto que nós não sabíamos qual era, só havia uma coisa a fazer: encher de coragem, descer à recepção, admitir que afinal não sabemos o número do quarto, pedir à menina que verifique na sua lista e que volte a codificar o cartão.
Moral da história: sempre que se sai do quarto do hotel deve-se verificar primeiro se, para além da chave, também se leva o envelope que tem o respectivo número do quarto.
Pomos este ensinamento em prática até ao dia de hoje e, uma história que só era do conhecimento de alguns, passou a ser pública a partir de agora.
No tempo em que as casas das cidades eram feitas em madeira o maior inimigo era o fogo.
Contra o fogo valia tudo, até rezas, até um santo protetor, até um monumento ao santo protetor, até uma oração... mesmo que a oração não seja assim tão bem intencionada.
O rio Salzach é um rio situado na fronteira da Alemanha com a Áustria.
Tem 225 km de comprimento é o maior afluente do rio Inn, na Áustria e na Alemanha.
Situa-se em cerca de 59 km de fronteira dos dois países e tem uma bacia com área de cerca de 6700 km².
Divide a cidade de Salzburg e, como acontece com a maioria das cidades atravessadas por rios, dá-lhe um encanto ainda maior.
Existe a possibilidade de fazer um passeio em barco turístico e ver a cidade a partir do rio. A cidade e os palácios que os nobres de Salzburg foram construindo para morar à beira rio.
Foram frequentes as inundações nas zonas baixas da cidade até à construção de um açude a montante.
As pontes, os barcos, os palácios e um passeio ribeirinho são um convite irresistível para uma caminhada calma.
Os austríacos chamaram-lhe Rua dos Cereais. Mas lá naquela rua não havia só cereais à venda. Se calhar o que havia para vender nem sempre era evidente e escrever não adiantava porque a maioria dos fregueses não sabia ler. Então surgiu a ideia de representar em bonecos a actividade de cada loja e acabaram&se as dúvidas.
Vieram os franceses, olharam para os bonecos e chamaram-lhe insígnias. Deixou de ser a Rua dos Cereais e passou a ser conhecida como a Rua das Insígnias.
Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde sua infância.
Já competente nos instrumentos de teclado e no violino, começou a compor aos cinco anos de idade e passou a apresentar-se à realeza europeia, maravilhando todos com o seu talento precoce. Chegando à adolescência, foi contratado como músico da corte em Salzburgo, porém as limitações da vida musical na cidade impeliram-no a procurar um novo cargo em outras cortes, mas sem sucesso.
Ao visitar Viena em 1781 com o seu patrão, desentendeu-se com ele e solicitou demissão, optando por ficar na capital, onde, ao longo do resto de sua vida, conquistou fama, porém pouca estabilidade financeira.
Nos últimos anos surgiram algumas das suas sinfonias, concertos e óperas mais conhecidos, além de seu Requien. As circunstâncias da sua morte prematura deram origem a diversas lendas.
O palácio foi construído por volta de 1606 na margem do rio Salzach, a norte dos muros da cidade medieval, a mando do príncipe-arcebispo Wolf Dietrich Raitenau.
O arcebispo sofria de gota e teve um derrame no ano anterior; para fugir das ruas estreitas da cidade, decidiu erguer um palácio de prazer para ele e sua amante Salomé Alt.
Supõe-se que terá sido construído em seis meses, de acordo com modelos italianos e franceses.
Inicialmente foi chamado de Castelo de Altenau.
Tornou-se ainda mais famoso depois da rodagem de algumas cenas do filme Música no Coração nos seus jardins.
Aliás, toda a cidade está marcada por cenas deste filme. Salzburg é destino obrigatório para quem já o viu vezes sem conta e contínua a ver e a gostar.