JAPÃO - KYOTO - RYOAN-JI


Um templo budista que é muito visitado pelo seu jardim zen.
A imaginação começa logo a trabalhar. O que será um jardim zen?!

Imaginamos um caminho que atravessa um túnel de vegetação e há, mas não é isso que é um jardim zen.

Pensamos num lago com nenúfares, também há, mas também não é.




JAPÃO - KYOTO - ROKUON-JI - PAVILHÃO DOURADO


Ainda dentro do parque zen do Pavilhão Dourado.
Primeira regra antes de entrar num templo busdista, receber os fumos dos bons espíritos.


JAPÃO - Kyoto - Rokuon-ji


Depois de ter recebido os fumos dos bons espiritos é preciso chamar os budas fazendo tocar o gongo na entrada do templo.
Boa sorte.
JAPÃO - Kyoto - Rokuon-ji



Recebidos os fumos dos bons espiritos, chamados os budas, agora sim, pode
mos chegar ao altar do templo.
Não é demais dizer que o recato aqui não é imposto nem exagerado, é o respeito natural de uma cultura que já de si é recatada.

JAPÃO - Kyoto - Rokuon-ji



Estamos a visitar: JAPÃO FASCINANTE 

JAPÃO - KYOTO - KINKAKU-JI - PAVILHÃO DOURADO

Depois de um primeiro dia chuvoso e que até acabou em ciclone, este segundo dia no Japão começou com sol, calor e mais um templo budista para visitar.
JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado
São muitos os locais e monumentos por esse mundo fora que são Património Mundial da UNESCO, mas neste, e para que não restem dúvidas, existe um marco em pedra que simboliza isso mesmo.
JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado
Depois da entrada que serve de bilheteira, vai a gente pelo caminho fora e, de repente, abre-se uma clareira na vegetação e é isto... 
Na nossa cabeça aparece imediatamente e inevitavelmente a palavra "zen", mas alguém se lembrou disso antes.

Efectivamente este templo está categorizado como templo zen.


JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado


E tudo o que reluz é ouro.


Todo o Pavilhão Dourado, à excepção do piso térreo. é coberto a folha de ouro restaurada recentemente e substituída por outra ainda mais espessa que a primeira.

Seja por isto, porque é zen, ou por qualquer outro motivo, o interior do pavilhão não é visitável.
JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado

Não é concorrente do de Barcelos, nem pára-raios, nem cata-vento. Esta ave revestida a ouro que combina com qualquer estado de tempo, mas na perfeição com o céu azul é uma "fenguang", a fénix chinesa.
Aqui tão perto de Hiroshima e Nagasaki uma fénix tem significado especial.
JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado
Numa era em que está tanto na moda chamar nomes finos a coisas simples, depois de passar por aqui, é-se muito mais criterioso no uso da expressão "espelho de água".
Já agora, lago espelhado em japonês diz-se kyôko-chi. É isso que rodeia este Pavilhão Dourado.
JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado
Foi construído em 1397 para zona de repouso do shogun. Posteriormente foi convertido pelo filho do shogun em templo zen. Falharam os planos do neto em cobri-lo de ,prata, mas o templo não ficou a perder, foi coberto de ouro.
Destruído pela guerra e pelo fogo ateado por um monge com perturbações mentais, foi recuperado e recoberto de ouro. 

JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado
 Em qualquer templo os visitantes são sempre muitos e os estudantes são ainda mais. Mas esses, os estudantes, tal como em Osaka e Nara, são ordeiros obedientes e, não fosse a quantidade e as explicações dos professores, e tudo aqui continuaria zen como no tempo do shogun.
JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado
Quem puder, aqueles que tenham programas de visita menos apertados, já que não é possível subir à varanda de pesca do shogun, ao menos que se sentem um pouco na beira do lago. Já que eles realmente existem, que se disfrute de locais verdadeiramente serenos.
JAPÃO - Kyoto - Kinkaku-ji - Pavilhão Dourado
                                          Ainda em Kinkaku-ji


Estamos a visitar: JAPÃO FASCINANTE

JAPÃO - KYOTO - KINKAKU-JI

De repente abre-se uma clareira na vegetação e o cenário é de postal. Deve ter sido aqui que se inventou o conceito zen.
De frente, de esquina, de lado, pelas traseiras, por entre as árvores, espelhado na água do lago, por entre as cabeças dos turistas ou dos bonés dos muitos alunos das escolas, a imagem é sempre idílica e tudo o que reluz é realmente ouro.
No Inverno destaca-se da neve, na Primavera compõe o cenário entre as flores das cerejeiras, no Outono combina com o dourado das folhas das árvores, ao amanhecer ou ao entardecer, batido pelos raios de sol, ganha um impressionante tom de fogo. 
Há lugares no mundo onde não é preciso fazer trabalhar o poder da imaginação porque ela trabalha "em piloto automático".

JAPÃO - NARA - TODAI JI - TEMPLO

Antes de entrar no templo é preciso receber primeiro os fumos dos bons espíritos.É isso que este pote tem e que emana à nossa passagem.
JAPÃO - Nara - Todai-ji

Assim vista logo desde a entrada do templo.

Toda a gente fica logo no topo da escada para conseguir esta fotografia o que causa alguma atrapalhação.

Na realidade, depois de sair desta posição, não é mais possível obter uma imagem com esta prespectiva.
Não desistam, o povo japonês é ordeiro e civilizado, vai haver lugar para todos tirarem a melhor foto.



JAPÃO - Nara - Todai-ji
Ao contrário do que se passa dentro dos templos cristãos, não é exigido silêncio nos templos budistas, o respeitoso impõe-se naturalmente.

JAPÃO - Nara - Todai-ji

Qualquer um de nós caberia sentado nesta mão de Buda.
JAPÃO - Nara - Todai-ji
O principal desafio para quem visita este templo é a luminosidade. O ambiente de crepúsculo é quebrado por janelas que estão quase sempre em sítio incómodo para quem quer fotografar.

Pormenores que não passaram pela cabeça dos arquitectos do Imperador Shômu...


JAPÃO - Nara - Todai-ji
A maior estátuda do mundo em bronze.
Alguns dados curiosos:
Altura - 14,98 metros
Rosto . 05,33 metros
Olhos - 1,02 metros...

JAPÃO - Nara - Todai-ji
Vestido de vermelho e com semblante pouco habitual, não vai, com certeza passar despercebido este "Buda das dores".

Nunca se sabe. Pelo sim, pelo não, toda a gente se acerca para tocar no Buda que lhes há-de tirar todas as dores, as que já têm e as que hão-de vir.

JAPÃO - Nara - Todai-ji

Antes da saída para Kyoto um último olhar para um templo que, para além de ser património mundial da UNESCO, ser a maior estrutura em madeira do mundo, albergar a maior estátua da Buda em bronze, é um lugar com uma energia muito especial.
JAPÃO - Nara - Todai-ji

Estamos a visitar: JAPÃO FASCINANTE

JAPÃO - NARA - TODAI JI JARDINS


O Japão, ao longo dos tempos, foi sendo influenciado pelas religiões dos países vizinhos que são territorialmente maiores.

Da China, da Malásia e de outros vizinhos recebeu o culto do budismo.

Entremos então no recinto daquele que já foi o mais importante templo budista e que se mantém um dos mais importantes, tanto no país, como fora dele. 


JAPÃO - Nara - Todai-ji
Todai-ji significa "templo oriental", tão somente por se situar a leste do palácio do Imperador.

JAPÃO - Nara - Todai-ji
Neste templo todos os pormenores combinam. 
JAPÃO - Nara - Todai-ji
Neste mundo cada vez mais global encontramos arranha-céus em quase todas as cidades, compramos tecnologias em toda a parte, comemos sushi nos inúmeros restaurantes e até encomendamos para casa mas, quando entramos a porta deste complexo de templos e nos deparamos com esta imagem, temos finalmente a certeza de que estamos realmente no Japão.
JAPÃO - Nara - Todai-ji
A maior construção do mundo totalmente em madeira, alberga a maior estátua de Buda em bronze do Japão, é Património Mundial da UNESCO.

Entramos?


JAPÃO - Nara - Todai-ji



JAPÃO - NARA - KOFUKU-JI


O templo que vem de uma história de príncipes princesas.

Conta-se que o príncipe estava gravemente doente e a princesa prometeu mandar construir um templo se ele se salvasse. O príncipe salvou-se e o templo foi construído.


JAPÃO - Nara - Kofuku-ji


O templo que a princesa mandou construir pela recuperação do seu príncipe teve a sua primeira localização aqui em Nara, a primeira capital do Japão.

Daqui a capital foi para Kyoto e depois para a actual Tóquio e o templo foi atrás.

Voltou a Nara por ordem do Imperador e foi sofrendo alguns incêndios que praticamente o destruiram.

O templo que agora visitamos é uma réplica incompleta do templo original.


JAPÃO - Nara - Kofuku-ji

Um dos sete Grandes Templos do Império com sede em Nara.

JAPÃO - Nara - Kofuku-ji

Pormenores do templo.
Falando em pormenores falta-nos mencionar os nomes dos príncipes.

O príncipe que estava doente chamava-se Kagami-no-Ôkimi, a princesa sua esposa que mandou que se construísse o templo pela graça da sua recuperação, Fugiwara no Kamatari.


JAPÃO - Nara - Kofuku-ji

 Solenemente abrigados da chuva e sempre aproveitando bons enquadramentos.

JAPÃO - Nara - Kofuku-ji