PONTE DOS OITO ARCOS - RIBEIRA GRANDE - SÃO MIGUEL - AÇORES

É talvez a construção mais fotografada por quem aqui vem.
É a maior construção viária do arquipélago dos Açores e está representada no brasão de armas da cidade.
No início era uma primitiva ponte em pedra que foi sendo sucessivamente aumentada.
Tinha o nome de Ponte de Santa Luzia mas, após a reconstrução de raiz já em finais do século XIX com oito arcos de volta perfeita em alvenaria, acabou por passar a ser conhecida por Ponte dos Oito Arcos


Ponte dos Oito Arcos - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES




TEATRO RIBEIRAGRANDENSE - RIBEIRA GRANDE - SÃO MIGUEL - AÇORES

Diz quem já lá esteve dentro que o interior é tão bonito como o exterior.
Por nós, a parte de dentro vai ficar para a próxima.


Teatro Ribeiragrandense - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES






IGREJA DA MISERICÓRDIA - RIBEIRA GRANDE - SÃO MIGUEL - AÇORES

No princípio era uma pequena ermida no alto de uma colina, dedicada ao Divino Espírito Santo. E era assim que era conhecida, como a "Ermida do Espírito Santo".
Ao lado instalou-se o Hospital da Misericórdia.
Depois veio a crise sísmica de 1563 e a reconstrução durante o século XVII.
Hoje é conhecida pela "Igreja da Misericórdia" e, sobretudo, pelos trabalhos em cantaria da sua fachada, executados por canteiros regionais locais.


Igreja da Misericórdia - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES



Altar Mor dedicado ao Divino Espírito Santo
 



Igreja da Misericórdia - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES


Pormenor do tecto


Igreja da Misericórdia - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES

Ande a gente por onde andar,
Santo António há-de sempre lá estar.
A rima é fácil porque é verdade e acontece sempre. Prova-se! 


Igreja da Misericórdia - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES


Igreja da Misericórdia - São Miguel - AÇORES


Igreja da Misericórdia - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES



Igreja da Misericórdia - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES


Um homem à espera que uma mulher faça o que tem a fazer já é um clássico.
Agora, se multiplicarmos o número de mulheres por três, o resultado é este que se vê.

Igreja da Misericórdia - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES





LENDA DA PONTE DA RIBEIRA GRANDE - SÃO MIGUEL - AÇORES

Há muitos muitos anos, Inácio vivia numa das margens da ribeira e andava perdido de amores por Marília que vivia do outro lado do curso de água.
Não era fácil atravessar a ribeira. O caudal era forte e não existia ainda uma ponte.
Para ir ver a sua amada à janela Inácio, todas noites, atravessava a ribeira a pé e a nado.
Certa noite de tempestade, ao tentar atravessar, Inácio viu-se de tal maneira em apuros que começo a gritar por socorro.
Marília, que já estava à janela de vigia e muito assustada com a força da tempestade, ao ouvir gritos, percebeu imediatamente que eram do seu amado.
Muito amedrontada e percebendo que iria precisar de uma força verdadeiramente poderosa para salvar Inácio, Marília prometeu a sua alma ao diabo se este construísse uma ponte que permitisse que ele se salvasse ou, se isso não fosse possível, ao menos que conseguisse ver o seu corpo mesmo que morto.
E eis que Lucifer apareceu a Marília e confirmou que faria de imediato a ponte para poder ficar com a sua alma.
Apavorada com a imagem do diabo e com o que lhe poderia vir a acontecer se lhe entregasse a alma, Marília encheu-se de coragem e impôs-lhe uma condição: só ficaria com a sua alma se a ponte estivesse concluída antes do cantar do galo do quintal do vizinho ali ao lado. Marília não queria que se soubesse no povoado que tinha feito um pacto com o demónio.
Cheio de medo de perder uma alma tão bela e tão pura, Satanás iniciou imediatamente a construção da ponte.
Tinha já a ponte quase pronta e, quando faltava um último pedaço, o galo cantou.
Mesmo com um pedaço em falta Marília conseguiu atravessar a ponte e salvar o seu bem-amado Inácio sem ter que entregar a alma ao diabo uma vez que ele não conseguiu cumprir o acordo.
Marília e Inácio casaram algum tempo depois e foram felizes para sempre.
Quanto à ponte, foi arrasada por uma enxurrada dias depois de ter sido construída e desapareceu para sempre aquela que era uma "obra do diabo".

Ponte da Ribeira Grande - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES



CRISE SISMICA - SEC. XVI - RIBEIRA GRANDE - SÃO MIGUEL - AÇORES

Não foi fácil o século XVI aqui na Ribeira Grande para quem cá morava na altura. Enfrentaram a peste na primeira metade, reagiram, reergueram-se, reergueram a sua vila e, quando estava tudo a voltar à normalidade, a terra que tanto lhes deu, foi a mesma que, de novo, quase os destruiu.
Tudo começou com um violento tremor de terra no dia 25 de Junho de 1563.
Esta gente, de tão forte que é, para além do lamento, deu graças a Deus por ter sido de dia. Puderam fugir das suas casas e evitar uma tragédia tão grande como a que tinha acontecido uns anos antes em Vila Franca do Campo.
Foram vários dias de sobressalto e, com os tremores, veio também o barulho do centro da terra.
A crise durou quatro dias e as casas iam cedendo ao ritmo que a terra impunha e a resistência conseguia.
Na noite de São Pedro, de 28 para 29 de Junho, o Pico das Berlengas, o mais alto das redondezas, fez-se cor de fogo e explodiu num violento vulcão.
Nos dias seguintes não se viu o sol e a lava invadiu as ruas da vila fazendo cair as casas que ainda resistiam à crise sísmica.
Quando a terra acalmou ficaram a descoberto o sol, o caminho desenfreado da lava até ao mar, a destruição e a alteração irreversível da linha do horizonte. Tinha desaparecido o Pico das Berlengas.
São legado desta tragédia uma nova vila reconstruída entre os séculos XVII, XVIII e XIX que, entretanto, foi elevada à categoria de cidade; e a tão conhecida Lagoa do Fogo, nascida da cratera do vulcão do extinto Pico das Berlengas.


Parque Municipal - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES




A PESTE DO SEC. XVI - RIBEIRA GRANDE - SÃO MIGUEL - AÇORES

A Ribeira Grande já era um povoado próspero quando recebeu foral de vila em 1507 mas, a partir dessa altura, não parou mais de crescer.
Só que, já se sabe que, não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe. A cidade foi assolada pela peste e, ao fim de quase quatro anos de combate, numa última tentativa de debelar a maleita, por ordem régia, foram demolidas as casas dos bairros da margem esquerda da ribeira.
Travou-se a peste, salvou-se a população da destruição total, mas perderam-se as casas que eram testemunhos dos primeiros povoadores que se fixaram nesta zona. 


Parque Municipal - Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES





Estamos a visitar: SÃO MIGUEL - AÇORES - PORTUGAL     


PERÍODO ÁURIO - FINAL DE SEC xv - RIBEIRA GRANDE - SÃO MIGUEL - AÇORES

Os primeiros povoadores que chegaram da ponta Leste da ilha, que atravessaram os vales fundos entre as montanhas e que encontraram a Norte uma planície fértil e bem irrigada, fixaram as suas casas junto à foz da ribeira.
Cultivaram, subiram a montanha pela linha de água, construíram moinhos e o lugar ia crescendo e prosperando.
Em 1474, vindos da Ilha da Madeira, chegaram os primeiros povoadores portugueses. E a prosperidade continua.
Tão férteis e bem trabalhadas eram estas terras, tal era a actividade dos seus moinhos que, numa crónica da época se define um pobre como sendo aquele que tem " quatro sacos de trigo, duzentas abóboras, dez alqueires de favas, algumas cebolas, dois cabos de alhos e um porco à porta e cada um a sua casinha, ou própria, ou do foro".
Estávamos em inícios do século XVI.

Parque Municipal da Ribeira Grande - São Miguel - AÇORES