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FUNCHAL - CENTRO HISTÓRICO

Segundo os antigos cronistas, a designação de Funchal deve-se aos primeiros povoadores que, ao desembarcar neste lugar, depararam com a grande abundância de funcho, uma erva bravia com cheiro adocicado, que abundantemente vegetava no vale, na área do primitivo burgo.





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IGREJA JESUÍTA DO FUNCHAL

A Igreja de São João Evangelista do Colégio do Funchal, também referida como Igreja do Colégio dos Jesuítas, localiza-se no centro histórico da cidade e concelho do Funchal.
Construída no século XVII pela Companhia de Jesus, o templo marca a transição no país do estilo Maneirista para o Barroco, marcado por grande ostentação decorativa.
Constituiu o maior conjunto edificado na cidade até ao século XIX.
Em 2008 foi instalado um grande órgão, obra do organeiro Dinarte Machado, inaugurado por Ton Koopman.
O templo pertence ao antigo Colégio dos Jesuítas, atualmente ocupado pela Universidade da Madeira e Universidade Católica.
Exemplar de arquitetura religiosa, apresenta planta em cruz latina, com uma só nave e capela-mor bem evidenciada, profusamente decorada em talha dourada, com valiosos retábulos dos séculos XVII e XVIII, e painéis de azulejos azuis e brancos do século XVII que forram as paredes da sacristia.
Destaca-se o altar da capela das Onze Mil Virgens.





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A BORBOLETA INCOMODADA

Era uma vez uma borboleta que estava posta em sossego a dormir a sua sesta à porta da Catedral do Funchal quando, de repente, aparecem quatro turistas munidos de objectos da modernidade e, claramente, dispostos a captar o momento.
Acotovelavam-se, mediam o espaço para ficar com o melhor plano, discutiam... acordaram a bichinha da sua sesta sem sequer ter pedido permissão.
A borboleta bateu as suas lindas asas, procurou outra flor realmente posta em sossego e deixou-os tal como os conheceu, a discutir.





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SÉ CATEDRAL DO FUNCHAL

A Sé Catedral do Funchal, ou Igreja Paroquial da Sé, ou Igreja de Nossa Senhora da Assunção, mandada construir por D. Manuel I, é dos poucos edifícios que sobreviveram virtualmente intactos desde os tempos da colonização.
Nos anos 90 do século XV, D. Manuel enviou o arquiteto Gil Eanes para trabalhar no desenho da catedral do Funchal, que ficou concluída em 1514. No entanto, já se celebravam missas no templo desde 1508, quando o Funchal foi elevado à categoria de cidade. O coruchéu da torre sineira e mais alguns detalhes só vieram a ser finalizados entre os anos 1517 e 1518.
Os destaques vão para o cadeiral da capela-mor (ligado ao escultor Olivier de Gand, mas cujo principal responsável poderá ter sido Mestre Machim, depois da morte Olivier de Gand), que exibe santos, profetas e apóstolos em trajos do século XVI.
Nos pormenores decorativos dos assentos e apoios para os braços podem ver-se aspetos da vida da Madeira como, por exemplo, um querubim que transporta um cacho de bananas e outro que carrega um odre cheio de vinho.
A igreja possui uma excecional cruz processional, oferecida por D. Manuel I. Esta alfaia de culto em prata é considerada uma das obras-primas da ourivesaria manuelina portuguesa.
Uma vez que à Diocese de Funchal estiveram sujeitas todas as terras descobertas por Portugal nas Américas, esta tornou-se, por alguns anos, a maior diocese católica do mundo, em extensão.




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PORTAS COM ARTE

As portas da Rua de Santa Maria no centro histórico do Funchal.





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FUNCHAL - RUA DE SANTA MARIA

A sua origem remonta ao século XV, altura em que Funchal começa a ser povoado com maior intensidade.
Quando esta parte do Funchal começou a ser povoado, os portugueses construíram a Igreja de Santa Maria do Calhau e a pequena rua de terra que dava aos devotos acesso à igreja.
Com a evolução do povoamento no séculos posteriores, para oeste e para norte, a parte velha começa a ficar mais deteriorada.
A Câmara Municipal teve um plano brilhante para revitalizar a zona histórica do Funchal, e que a transformou para uma das atrações mais visitadas da cidade.
As portas das casas foram pintadas por artistas conhecidos e menos conhecidos. As ilustrações são muito bem-feitas e dão a impressão de que a rua é cheia de vida e cor.
A assinatura de Marcos Milewski pode ser encontrada na primeira porta a ser pintada, localizada na Rua de Santa Maria, 77 (2011).
A rua foi transformada numa galeria de pública através do projeto artE pORtas abErtas (2010). O espaço incentiva à descoberta artística, a caminhar pela rua e a interagir com as obras de arte.
Outros artistas plásticos juntaram-se e  as ruas adjacentes também foram revitalizadas pela presença da arte e da cultura.
A rua de Santa Maria é uma rua encantadora: humilde em origem, rica em personalidade e cor. Neste sentido, faz justiça aos Madeirenses.


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FUNCHAL - SENHORA DO MONTE

Em 1470, uma capela (dedicada a Nossa Senhora da Encarnação) foi construída neste site por Adão Gonçalves Ferreira, o primeiro homem nascido na Madeira .
Em 10 de junho de 1741, foi posta a primeira pedra da Igreja atual dedicada a Nossa Senhora do Monte.
Poucos meses depois da conclusão da igreja, a Igreja foi gravemente afetada por um terremoto em 31 de março de 1748.
Foi reconstruída e, em 20 de dezembro de 1818, a Igreja foi finalmente consagrada pelo Arcebispo de Meliapor e pelo administrador da Diocese D. Frei Joaquim de Meneses e Ataíde.
Aqui se encontram os restos mortais de Carlos I da Áustria, exilado político na sequência da dissolução do Império Austro-húngaro.


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JARDIM BOTÂNICO - AFINAL NÃO ESTAVA TUDO DITO

A primeira vez que se mencionou a possibilidade de criar um organismo botânico na Madeira ocorreu em maio de 1798, através de um documento que João Francisco de Oliveira havia enviado a Domingos Vandelli, diretor do Real Jardim Botânico de Lisboa, intitulado Apontamentos para se estabelecer na Ilha da Madeira hum viveiro de plantas e huma Inspecção sobre a Agricultura da mesma Ilha.
Durante o século XIX vários cientistas e técnicos afetos à Botânica, tais como o naturalista alemão J.R. Theodor Vogel em 1841, o botânico austríaco Friedrich Welwitsch em 1852 e o naturalista barão Castello de Paiva em 1855, reforçavam a necessidade de ser criado um jardim botânico na ilha da Madeira, atendendo às suas condições climatéricas, importância botânica e potencialidades florísticas.
Em abril de 1950, a primeira Conferência da Liga para a Proteção da Natureza, realizada no Funchal, culminava com um parecer que seria um importante impulso para a criação de um jardim botânico na ilha.
Foi durante a presidência de António Teixeira de Sousa, iniciada em 1951, que a Junta Geral adquiriu a Quinta do Bom Sucesso com a finalidade de albergar o Jardim Botânico.
Fundado pelo engenheiro Rui Vieira, o Jardim Botânico da Madeira foi inaugurado a 30 de abril de 1960.
Ao longo dos tempos o Jardim Botânico foi crescendo em área, começando com uma superfície de pouco mais de 10 hectares até aos atuais 80 hectares, através da aquisição de terrenos confinantes a este.
Atualmente o Jardim Botânico da Madeira é propriedade do Governo Regional, integrado desde 1992 na Direção Regional de Florestas, da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais.


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JARDIM BOTÂNICO DO FUNCHAL

O Jardim Botânico da Madeira - Eng.º Rui Vieira é um jardim botânico português, localizado na cidade do Funchal.
É constituído por diversas espécies botânicas, mais de 2 500 plantas, oriundas de todos os continentes que coexistem em harmonia, cerca de 300 aves exóticas e 200 espécies indígenas da Região.
Entre 2000 e 2009 mais de 2,8 milhões de pessoas visitaram o Jardim Botânico da Madeira, sendo que, anualmente, 345 000 pessoas o visitam.


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DE TELEFÉRICO ATÉ AO JARDIM BOTÂNICO - FUNCHAL

O Teleférico do Jardim Botânico localiza-se no Funchal.
Inaugurado em 2005, faz a ligação do Jardim Botânico ao Monte, em aproximadamente nove minutos, tendo uma vista panorâmica do vale da Ribeira de João Gomes e sobre a cidade do Funchal.
É composto por 12 cabines de 8 lugares cada, movimentadas por um sistema tipo monocabo-telecabina.
É explorado pela empresa MTA - Transportes Alternativos da Madeira.
A estação de base situa-se no Jardim Botânico da Madeira, estando o topo, no Monte, situado no Largo das Babosas e os Jardins do Monte.
Neste local tem correspondência pedonal com o terminal topo do Teleférico da Cidade do Funchal e não fica longe da estação Monte da ferrovia em cremalheira do Comboio do Monte, extinta em 1943.


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O TELEFÉRICO DO FUNCHAL

A construção do Teleférico Funchal-Monte teve início em Setembro de 1999 e foi inaugurado em Novembro de 2000.
O trajecto foi concebido com o objectivo de recuperar o papel turístico do Comboio do Monte, existente em 1887-1943.
O cabo tem 3178 m de comprimento e 43 mm de espessura e está assente em 11 torres metálicas cónicas que mantêm uma distância de 5,5 m entre os dois ramos do cabo, algumas implementadas em plena malha urbana.
O maior vão é de 550 m.
A estação de base situa-se no jardim do Almirante Reis, na zona histórica do Funchal, estando o topo, no Monte, a meio caminho entre o Largo das Babosas e os Jardins do Monte.
Neste local tem correspondência pedonal com o terminal topo do Teleférico do Jardim Botânico e não fica longe da estação Monte da ferrovia em cremalheira do Comboio do Monte, extinta em 1943.


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FUNCHAL - ACORDAR COM VISTA PARA A PISCINA

Quando viajamos por uns dias e com amigos optamos por apartamento em detrimento de hotel.
Com todo o gosto daríamos todos os dados deste apartamento para Vossa utilização, mas deixou de estar no mercado do alojamento local.

Na véspera tínhamos chegado tão tarde e tão de noite que nem à varanda fomos. Na manhã seguinte a surpresa foi a que se vê.




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ATERRAR NA MADEIRA

Tanta estória com as aterragens na Madeira, depois alargou-se a pista e acabaram-se. De qualquer maneira, aterrar na Madeira é sempre aterrar na Madeira.
Decidimos optar por uma companhia aérea low cost. Tirando que a saída de Lisboa aconteceu quase hora e meia depois da hora prevista, correu tudo bem.
Chegámos tarde, recebemos o carro de aluguer, fizemos a selfie da praxe junto ao busto do Ronaldo, recebemos a chave do nosso alojamento dos próximos dias e acabámos a jantar um hambúrguer na única cadeia de fast food que estava ainda aberta à uma da manhã.



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